google-site-verification: google02095b091fbef8f1.html GRANDE PRÊMIO DE MÔNACO: CHARLES LECLERC SE TORNA REI POR UM DIA NO PRINCIPADO QUE O SAUDA COM GLÓRIA

GRANDE PRÊMIO DE MÔNACO: CHARLES LECLERC SE TORNA REI POR UM DIA NO PRINCIPADO QUE O SAUDA COM GLÓRIA

Oitava corrida da temporada, o circuito mais icônico e emblemático do automobilismo e que pelo menos 80% do público já tinha em mente quem poderia vencer, mas eu acho que o brasileiro rei de Mônaco resolveu inverter um pouco esse jogo. O príncipe de Mônaco virou rei por um dia.

                                                                       Reprodução: Fórmula 1 - Twitter

A pole position ficou para Charles Leclerc. Oscar Piastri, com sua McLaren amarela e verde, conseguiu o segundo lugar e, prometendo defender o máximo possível seu companheiro de equipe, Carlos Sainz ficou com o terceiro lugar. Max Verstappen foi apenas o sexto na classificação e seu companheiro de equipe caiu logo no Q1, se classificando entre os últimos da tabela.

Mônaco não é conhecida por ser o lugar em que o brasileiro Ayrton Senna doutrinou com tamanha maestria, diziam que ele pilotava por Mônaco como alguém que anda em casa com uma bicicleta. Mas ela também é conhecida por ser uma eterna procissão, é impossível ultrapassar naquele circuito que não seja quando os pilotos vão para o box ou um milagre recai por ali.

A corrida que tem o maior número de voltas em todo o calendário, são 78 voltas em torno do principado e passando pelas 19 curvas existentes no local.

Fim da volta de apresentação, chegou a hora do momento crucial, quem larga na pole tem 99,9% de chances de converter isso para vitória, e ninguém mais do que Charles Leclerc precisaria desse momento na sua vida. Assim que as luzes se apagaram, o drama na metade dessa primeira volta se iniciou.

Logo entre os primeiros, tivemos Oscar Piastri tentando se defender do ataque que Carlos Sainz tentava para cima dele. Nesse momento, o carro do espanhol sofreu um toque, o que o levou para a zona de escape na Saint Devote.

Outro drama, o qual foi o momento decisivo desse início, foi com Sergio Perez. O piloto mexicano da Red Bull começou a prova largando lá atrás, no momento em que foi se defender dos dois carros Haas, ele foi tocado por trás e bateu fortemente no guardrail. Nico Hülkenberg, também da Haas, acabou sendo atingido pelo carro da Red Bull. Bandeira vermelha e foram 40 minutos de paralisação até que tudo fosse limpo e reconstruído. E nesse momento percebemos como a Fórmula 1 evolui de modo positivo para os pilotos. Pérez não sofreu nenhuma lesão e conseguiu sair do carro sozinho. É completamente deplorável o estado do RB20 do mexicano.

                                                                       Reprodução: ESPNF1 - Twitter

Quando a bandeira vermelha foi acionada, outro momento foi mostrado nos replays e dessa vez era da dupla da Alpine, Esteban Ocon e Pierre Gasly protagonizaram uma cena que, segundo o chefe da equipe, irá render consequências que eles não gostariam. Quase chegando ao túnel, Ocon tentou uma ultrapassagem sobre Gasly que o fez “saltar”, só que o próprio Ocon foi quem se deu mal nessa corrida. Ao voltar para o pit lane, a equipe informou que ele não iria retornar para a corrida, com esse acidente de corrida ele foi punido em 05 posições para a corrida do Canadá, e mais tarde vinha no Twitter se manifestar dizendo que a culpa havia sido dele.

Após longos quarenta minutos, a corrida retornou e como os pilotos não haviam completado uma volta, eles iriam relargar com o mesmo grid do início, ou seja, nenhuma posição iria ser alterada. Novamente ótima boa largada para Charles Leclerc, Oscar Piastri e Carlos Sainz não se estranharam dessa vez e seguiram.

Russell, que tinha Verstappen atrás, queria atacar Norris à sua frente, mas a equipe pediu que ele não se preocupasse em ficar tão perto da McLaren, mesmo ele dizendo que aquela era a sua única chance. Na volta 23, os quatro primeiros, que estavam com pneus duros, pareciam ter colocado o pé no chão, afastando-se ainda mais de Russell em quinto. Leclerc abriu uma vantagem de mais de um segundo para Piastri, enquanto Sainz corria dois segundos mais adiante.

Sainz expressou uma certa preocupação com a estratégia durante a volta 34: "Há o risco de Lando optar por pneus macios se abrirmos uma vantagem de 20 segundos? Lando com pneus macios pode ser perigoso, já que estão começando a se desgastar."

Com uma grande abertura de 17 segundos entre Norris e Russell em quinto lugar, quando a corrida atingiu a metade, Leclerc reduziu o ritmo para manter o pelotão junto e evitar uma janela de pit stop favorável ao piloto Lando Norris, e parece que dessa vez deu tudo certo.

Uma estratégia semelhante estava se iniciando na Aston Martin, com Alonso liderando o grupo intermediário, aparentemente para permitir que seu colega de equipe Stroll segurasse a décima primeira posição, próxima a Gasly, que estava na última posição de pontuação, em décimo.

O único que ficou por um bom tempo tendo a volta mais rápida era Valtteri Bottas, o qual foi o primeiro a trocar seu conjunto de pneus. Stroll foi o próximo piloto a fazer uma visita aos boxes na volta 44 e – devido ao trabalho defensivo da equipe de Alonso – voltou à sua posição original de 11º, com uma diferença de 20 segundos para Gasly na frente na batalha por esses pontos tão importantes.

A volta 46 veio para testar o coração dos torcedores da Ferrari. O pneu de Lance Stroll furou e pela sorte dos ferraristas ele estava perto dos boxes, então com muito esforço conseguiu chegar para realizar uma nova troca e não foi necessário safety car.

Os pilotos que estavam indo ao box retornaram na mesma posição, Hamilton retornou em P7 mesmo com um claro erro da equipe Mercedes que poderia ter deixado ele acelerar um pouco mais, logo depois foi a vez de Verstappen fazendo um pit stop de 2.1 segundos e retornando na 6ª colocação, enquanto Russell fazia uma completa maestria de pneus e não deixava Verstappen se aproximar.

Se recordam que eu disse que não há ultrapassagens? Comem oramos o “passadão” de Valtteri Bottas da Sauber em cima de Logan Sargeant da Williams.

Como é uma corrida sem tantas ultrapassagens e sem tantas emoções, não posso mentir escrevendo mais coisas, mesmo sabendo que não aconteceu nada além da vitória. Durante as voltas finais, os três pareciam ter ficado com receio de algo acontecer e decidiram que não iriam dar susto nas equipes e nem mesmo nos seus fãs.

Charles Marc Hervé Perceval Leclerc, 26 anos, monegasco, filho da Senhora Pascale Leclerc dona de um salão de beleza em Mônaco, filho do senhor Hervé Leclerc que o vangloriou lá do céu, irmão do jovem Arthur Leclerc e daquele que assumiu tudo com a mãe na ausência do pai, Lorenzo Leclerc. Ainda um garotinho ele via aquelas sinuosas curvas e arquibancadas que ele viu sendo construídas quando criança, agora se erguem para saudá-lo. Tinha o sonho de um dia correr pela Scuderia Ferrari a equipe histórica e em 2019 ele realizou esse sonho, foram inúmeras vezes em Mônaco batendo na trave, até que o gol saiu, e o gol mais lindo de todos na sua carreira, com direito a bandeirada de Kylian Mbappé.

Reprodução: ESPNF1 - Twitter

O filho de Pascale e Hervé agora era saudado e o grito de alívio por um peso ter saído das costas era dado. “A CASA TUA CHARLES”, como os italianos da Sky Sports fizeram questão de dizer. Charles Leclerc emoziona, Charles Leclerc vince in casa e viene acclamato come un re dal principato.

Quando é para acontecer, o momento é todo desenhado para isso, top 03 nos treinos livres, pé no chão após a pole position, companheiro de equipe dizendo que iria protegê-lo e um mar de gente torcendo por isso. Hoje, eu escrevo com muito prazer que Charles Leclerc venceu o Grande Prêmio de Mônaco 2024 com toda a maestria e mérito deste mundo. Uma vitória para sua família, Jules Bianchi, amigos, fãs e sua equipe.

O próximo Grande Prêmio será no Canadá nos dias 07, 08 e 09 de junho. Sigam nossas redes sociais e fique por dentro de tudo o que acontece no mundo da Fórmula 1.

Finalizamos a cobertura de Mônaco com uma frase do eterno rei de Mônaco, e de quem deixou de ser príncipe por um dia para se tornar rei.

“Vencer sem correr riscos é triunfar sem glórias!” Ayrton Senna

"Fiquei emocionado quando ganhei em Monza em 2019, mas hoje as últimas 20 voltas. Todas as memórias das pessoas mais próximas de mim na minha vida, nestas ruas, meu pai, Jules - foi tudo que eu conseguia pensar. Eu tinha lágrimas nos olhos, era difícil ver na saída do túnel" - Charles Leclerc

                                                                              Reprodução: Fórmula 1 - Twitter