google-site-verification: google02095b091fbef8f1.html GRANDE PRÊMIO DA ARÁBIA SAUDITA: VERSTAPPEN VENCE EM JEDDAH MAS O DESTAQUE FICA PARA OLIVER BEARMAN

GRANDE PRÊMIO DA ARÁBIA SAUDITA: VERSTAPPEN VENCE EM JEDDAH MAS O DESTAQUE FICA PARA OLIVER BEARMAN

Não é novidade que a gente já sabia que Max Verstappen iria triunfar novamente em Jeddah. Mas ninguém iria imaginar que um jovem de apenas 18 anos, piloto da Fórmula 2 iria roubar a cena entre 19 pilotos em um carro de Fórmula 1.

Tudo começou quando Carlos Sainz não se sentiu bem durante a quarta, quinta e a sexta - feira. O espanhol precisou ser submetido a uma cirurgia de emergência após uma forte crise de apendicite.

Oliver Bearman é o piloto reserva da academia da Ferrari, e na ausência dos dois primeiros pilotos reservas, ele abandonou o seu carro da Fórmula 2 no qual ele era pole position para a corrida, e duas horas antes do último treino livre recebeu a ligação onde recebeu a notícia de que iria pilotar no lugar de Carlos Sainz.

Com apenas um treino livre antes da classificação, ele precisou enfrentar a difícil pista de Jeddah que tem um número considerável de curvas, e todo o tempo do mundo era necessário. Mas alguns minutos foram perdidos quando Zhou acabou batendo o carro, causando a única bandeira vermelha do final de semana.

A pole position ficou nas mãos de Max Verstappen, Charles Leclerc em segundo e Sergio Perez em terceiro. E Bearman ficando apenas com a 11º posição para a corrida.

Jeddah durante os seus três primeiros anos sempre teve uma largada caótica e uma corrida mais ainda, no seu ano de estreia tivemos mais de duas relargadas. Mas dessa vez as coisas foram bem diferentes. Tivemos uma largada limpa, sem incidentes e sem nenhuma bandeira. Durante a volta de apresentação Pierre Gasly informou a equipe que estava com problemas na caixa de câmbio, e não deu duas voltas para ele ser chamado pela equipe para se retirar da corrida.

Com 19 pilotos na pista, durante a volta 04 Sergio Perez conseguiu abrir o DRS e ultrapassar Charles Leclerc se tornando o segundo colocado na corrida.

A única bandeira do dia aconteceu durante a volta 07, quando Lance Stroll acabou batendo na barreira na curva 23 depois de um contato com o muro. Felizmente nada aconteceu com Stroll.

Isso foi a margem necessária que as equipes queriam para chamar os pilotos para os boxes. Exceto a Mercedes com Lewis Hamilton e a McLaren com Lando Norris. O que fez o britânico mais novo ser o líder da prova.

Bearman se saiu melhor que Tsunoda e conquistou a 11ª posição, enquanto Magnussen enfrentou um duelo com Ocon e Albon, causando uma colisão. Apesar disso, o piloto da Haas conseguiu manter a 13ª posição, permanecendo à frente. Os comissários prontamente começaram a investigar o incidente de Magnussen.

A chuva de penalidades e não penalidades veio nas voltas seguintes. Sergio Perez recebeu 05 segundos depois de uma liberação perigosa, Kevin Magnussen recebeu 10 segundos após o incidente com Albon e Ocon. Enquanto Lando Norris não recebeu nenhuma penalidade após a sua largada que foi “declarada” como incorreta por alguns pilotos.

A disputa e entretenimento ficou não só nas mãos de Bearman, mas também por conta de Lewis Hamilton e Oscar Piastri. O australiano tentava dar tudo de si para ultrapassar o heptacampeão que ainda não tinha ido para os boxes, e defendia o seu p5 com unhas e dentes no último lugar em que venceu na Fórmula 1.

“Cara, ele é tão lento”, disse Bearman no final da volta 20 para o início da 21, referindo-se ao carro da Haas de Hulkenberg que ele estava tentando passar para o P9.

E no fundo do pelotão tivemos mais brigas. Do P12 até o P16, Magnussen estava na frente do pelotão onde estava segurando Tsunoda, Ocon, Albon e Sargeant logo atrás. A Haas parecia estar tentando ajudar o companheiro de equipe Hulkenberg a se manter à frente no P10.

Faltando 17 voltas para o fim, Lewis Hamilton foi chamado para os boxes pela equipe. O piloto voltou em P9, Bearman estava em P8 e com 07 segundos de vantagem de Hamilton. Em menos de 10 voltas, Verstappen abriu sete segundos sobre Perez e Perez 09 segundos sobre Leclerc.

Na volta 43, Zhou apresentou problemas, ele foi o último a ir aos boxes, e teve um pit stop lento, o que o jogou para o final do pelotão, atrás de seu companheiro de equipe Bottas.

Bearman, através do rádio da equipe, questionou se Norris conseguiria alcançá-los até o final. Embora tenha sido confirmado que era possível, o novato foi incentivado a realizar sua "corrida mais rápida até o fim". Nas voltas finais, Norris continuou a reduzir a diferença, chegando a menos de três segundos na volta 48 de 50. No entanto, Hamilton saiu da zona DRS de Norris.

E na volta final Daniel Ricciardo enfrentou problemas sozinhos e acabou indo parar na zona de escape, e Perez estava logo atrás dele com uma volta à frente.

Max Verstappen venceu o Grande Prêmio da Arábia Saudita e chegou ao seu pódio de número 100. Sérgio Pérez terminou em segundo lugar e Charles Leclerc em terceiro e com a volta mais rápida da corrida.

Um pai que passou dois dias aflitos e com uma ansiedade tremenda, recebeu parabéns de uma das peças importantes da equipe Ferrari, e não teve uma pessoa que não sentiu orgulho de ambos os dois. O pai de Oliver respirou aliviado quando o filho recebeu a bandeira quadriculada e venceu merecidamente como o piloto do dia por votação do público em uma espetacular porcentagem.

Oliver Bearman certamente não irá se esquecer desses dois dias, recebeu uma mensagem de Sebastian Vettel, aplausos de Lewis Hamilton enquanto o piloto passava do lado dele no final da prova e um abraço do heptacampeão depois de estacionar o carro.

Se o jovem terá uma oportunidade no futuro, ainda não sabemos. Mas saímos de Jeddah com a certeza de que o jovem talento colocou muito piloto “experiente” no bolso.

A Fórmula 1 tem uma semana de pausa e retorna na Austrália na penúltima semana do mês de Março, vejo vocês lá.